sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Lei de Cotas

Aproveitando o dia de hoje!!
21 anos da lei de Cotas.
A qualificação Profissional está acontecendo; Muitas pessoas com deficiência estão se capacitando, mas a grande dificuldade é a falta de oportunidade.
Muitos nunca trabalharam, buscam uma oportunidade e se deparam com um mercado iludido, que procura PCDs(pessoas com deficiência) para completar seu quadro de funcionários, para preencher lei de cotas, achando que encontrarão pessoas quase perfeitas para incluir.
Enganam-se, se é isso que procuram e com certeza não conseguiram preencher seu quadro.
A deficiência é aparente, fere os olhos de quem não quer enxergá-la ou deparar-se com ela.
Ser deficiente é normal, somos todos diferentes, apenas pessoas com deficiências aparentes nunca tiveram oportunidades. Foram sempre excluídas e agora tentam ter uma vida digna e poder usufruir de uma vida “normal”.
É chegada hora de encarar a realidade: Se existe uma lei a ser cumprida, precisamos perceber que para cumpri-la temos que aceitar que existem pessoas com deficiência que nunca trabalharam, estão fazendo cursos de qualificação e precisam de uma primeira chance.
Necessitam ser acolhidas e preparadas para as funções, Conheço muitas pessoas eficientes que nunca tiveram uma oportunidade.
Temos pessoas muitas vezes com enorme grau de comprometimento, vontade e muitas competências que acreditam que após o curso concluído serão contratadas imediatamente, pessoas que permanecem em suas casas aguardando uma oportunidade. E em contrapartida temos empresários que se encontram em vias de serem multados por não cumprir a lei de Cotas, mas não querem dar oportunidade, tentam achar funcionários que se encaixem nas vagas disponíveis e que muitas vezes são funções de altíssimo nível ou dificuldade e ficam protelando uma contratação que poderia ser rápida se houvesse consciência de que os PCDs existentes no mercado com maior qualificação já estão sendo disputados a tapa e resta incluir os que estão se qualificando agora mas que ocupariam funções mais operacionais.
Temos que entender que essas pessoas estão saindo de suas casas agora, tentando deixar de lado o estigma de aleijados e retardados, para terem seus lugares como cidadãos na sociedade.
Estamos sendo chamados a ter um olhar diferenciado. E se assim for, seremos um marco na história da humanização. 

Fabiana Marçal de Oliveira